Segunda-feira, Maio 28, 2012

Um sonho com 10 anos, a 10 Kmts de distância!

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Opinião de... João Rocha (director secção natação Vitória SC)

Em 1963, Martin Luther King, no seu mais famoso discurso dizia: “I have a dream”. Uns anos atrás e por terras lusitanas, António Gedeão escrevia um poema intemporal, donde sobressai que “o sonho comanda a vida…”. Também nós, na Natação do Vitória, temos um sonho. Também o nosso quotidiano desportivo, é alimentado há 10 anos, por esse sonho: Um atleta Vitoriano nos Jogos Olímpicos

A comprovada qualidade dos nossos atletas, o excelente trabalho dos treinadores e a aposta na vertente de “Águas Abertas”, fez com que, a possibilidade de concretização desse sonho, esteja agora, a poucos dias de distância. Com enorme convicção, afirmo que, o dia 9 de Junho de 2012 será, por isso, um marco histórico para a modalidade, para o nosso grande clube e, particularmente, para a nossa fantástica atleta Daniela Pinto, que, por feliz coincidência, comemorará também nesse dia, o seu 21º aniversário. 

A Daniela é uma atleta exemplar, com um palmarés invejável, donde realça o facto de, ainda recentemente, se ter sagrado tetra-campeã nacional dos 10 Kmts em águas abertas. Representou o nosso país em várias provas internacionais, tornando-se imprescindível para a Federação Portuguesa de Natação. 

Por isso, falar da Daniela, é falar em espírito conquistador, força, empenho, persistência, sacrifício, dedicação, luta e, sobretudo, coragem. A coragem necessária para nadar 5 ou 10 kmts em águas abertas, submetendo-se às condições adversas do mar ou dos rios, enfrentando correntes, marés e, por vezes, águas com temperaturas agrestes. Uma coragem imensurável, que a levou a assumir um objetivo, até agora, só conseguido por homens e “de barba rígida”, a travessia a nado do Canal Mancha! Serão cerca de 34 Kmts e que demorarão umas 10 horas a percorrer, “coisa pouca” portanto! Se o conseguir, será a 1ª mulher portuguesa a fazê-lo! 

Contudo e para já, ela está focada, unicamente, na qualificação para os Jogos Olímpicos de Londres. Para a consecução desse seu grande objetivo, que outrora chamávamos de sonho, a Daniela, numa decisão em família, optou por adiar o seu curso de Medicina Dentária, aproveitando as condições propostas pela FPN. Assim, de há uns meses a esta parte, está em estágio contínuo, numa casa em Montemor pertencente à FPN, treinando duramente, duas vezes por dia, longe dos seus colegas de equipa, longe dos amigos, longe da família… 

 Fica aqui uma breve descrição de uma atleta de topo, ou, se quisermos, da imagem daquilo que deveria ser o desporto, onde a vontade, o esforço e o espirito de sacrifício deveriam ter um único fim, a glória de vencer! 

Vamos todos acreditar que a nossa menina vai estar em Londres, porque ela merece, o seu treinador, Albano Correia, merece, os colegas de equipa merecem, o Vitória Sport Clube merece, a cidade merece e, modéstia-à-parte, nós merecemos! 

Para isso, pelo menos 40 almas vitorianas lá estarão, em Setúbal, no próximo dia 9 de Junho, para apoia-la, cantar-lhe os parabéns e … o resto já sabem! 

Quanto maiores são as dificuldades a vencer, maior será a glória.” (Cícero) 


*Por João Rocha

Quinta-feira, Maio 24, 2012

Realismo e o seu contrário

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Uff! É com esta espécie de suspiro de alívio que quero começar este texto. O Vitória inscreveu-me in extremis nas provas profissionais do próximo ano, conseguindo contornar a montanha de problemas em que a anterior direcção deixou o clube mergulhado. Os primeiros tempos da nova equipa directiva têm mostrado acerto e realismo, mas há também sinais contrários.

A regularização da situação salarial do plantel profissional era o tema mais premente nas mãos da direcção liderada por Júlio Mendes. Com as dificuldades que se conhecem, tem sido capaz de resolver o problema, o que era obrigatório para viabilizar o futuro imediato do Vitória. E isso é obviamente um bom sinal. O que me parece também fundamental é que na próxima oportunidade – a próxima Assembleia-Geral – a direcção explique de onde vem o dinheiro e que tipo de esforço ou engenharia foi pedida ao clube para desatar o nó que tinha sobre a garganta. Tenho sido desde sempre um defensor da completa transparência na gestão do Vitória e só dessa forma seremos capazes de avaliar com que custos foi feita esta operação de regularização das dívidas aos jogadores.

As primeiras decisões desportivas da nova liderança também são genericamente do meu agrado. As rescisões contratuais com jogadores excessivamente caros, o fim de negócios ruinosos como o de Molina e a limpeza de elementos perturbadores como Santana só pode ser um bom sinal. Se a isto juntarmos uma atenção aos produtos da formação e aos jogadores emprestados, o Vitória vai no caminho certo. Na verdade, o único, atendendo à dificuldade por que passa o clube e à escassez de recursos para atacar o mercado.

Contrariamente ao que tem sido a generalidade das opiniões que ouvi, entendo que a escolha de Flávio Meireles para director-desportivo é uma solução inteligente. Havia dois caminhos possíveis na escolha desta figura: ou se profissionaliza o cargo e se contratam os melhores disponíveis (e para isso não há dinheiro), ou se aposta numa figura carismática. A escolha foi a segunda hipótese. E nesse sentido não havia ninguém melhor colocado do que Meireles, símbolo incontestado e exemplo da “cantera” e para a “cantera”.

O que não se entende é que José Pereira, a quem pouco ou nada de relevante conhecemos nos anos que levava como director-desportivo, se mantenha no Vitória. Deixá-lo cumprir contrato era um mal necessário. Agora, prolongar-lhe o vínculo por mais um ano e criar para si a figura de assessor do presidente – uma inovação vitoriana, suponho – é incompreensível e um sinal contrário a toda a política e contenção e realismo em que o clube parece estar empenhado.

Ainda assim, as questões mais imediatas foram resolvidos com acerto pela direcção actual. Falta, porém, o mais complicado: construir uma equipa competitiva para a próxima temporada. As saídas serão importantes, pela necessidade de encaixe, e a capacidade para ir ao mercado antecipa-se reduzida. Que plantel teremos no próximo ano? Essa é a dúvida de todos os vitorianos. O realismo e a ambição são compatíveis, mas fazê-lo é uma arte difícil e o grande desafio que Júlio Mendes terá pela frente no Vitória.

Sábado, Maio 19, 2012

Berço da Cultura e... do Desporto!

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A decisão foi conhecida esta manhã. Guimarães será cidade europeia do desporto em 2013. É mais um grande momento para a cidade berço, depois da capital europeia da cultura que decorre este ano. Esta é mais uma decisão que enche de orgulho todos os vimaranenses e mais um momento alto para a região minhota!
Parabéns Guimarães!

Quinta-feira, Maio 17, 2012

Jornadas de Reflexão sobre a SAD

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Um grupo de sócios do Vitória está a organizar um conjunto de sessões que têm por objectivo o debate sobre as vantagens e desvantagens da constituição de uma SAD. Estas jornadas de reflexão terão início este Sábado com a presença de alguns ex-presidentes da AG do Vitória. Segue o programa da sessão deste Sábado:

9h30 – Abertura dos trabalhos pelo moderador da mesa, Sr. Pedro Cunha

9h30 – Intervenção do orador Sr. António Xavier 10h15 – Intervenção do orador Sr. Eng. Raúl Rocha 11h00 – Intervalo

11h15 – Intervenção do orador Sr. Pedro Xavier

12h00 – Debate

13h00 – Encerramento da sessão pelo moderador da mesa, Sr. Pedro Cunha

Todos os sócios do Vitória Sport Clube têm acesso gratuito e livre.

O local de realização das Jornadas será o Auditório da sede da AVTVG - Associação dos Viajantes e Técnicos de Vendas de Guimarães, sita na Travessa Padre António Caldas, a cerca de 250 metros da sede do VSC.

Erro

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Não quero dividir ainda mais os vitorianos; é difícil, talvez, de acreditar que o objetivo deste texto não foi o de ferir suscetibilidades; e nem nunca me passou pela cabeça questionar o valor de Pedro Mendes e de Nuno Assis; mas estas contratações foram um erro grosseiro e constituíram ao longo desta época um “fardo” quase insustentável para a estrutura, já de si fragilizada, do Vitória

Também Manuel Machado pensava assim, acabando por sofrer na pele a não aprovação das suas contratações, até porque a sua aposta era numa equipa virada para o futuro, com capacidade de progressão e não em “fim de vida”.

No plano desportivo, Nuno Assis não pôde dar o seu contributo à equipa na fase inicial da temporada com jogos importantes para disputar, tanto a nível internacional como interno, devido ao seu mau momento de forma. Pedro Mendes esteve grande parte da época lesionado. Fácil será concluir que, os elevados salários que auferiam associados a um rendimento que não correspondeu ao esperado, acabaram por confirmar o erro que foram as suas contratações.

Ressalvo, que não está aqui em causa o que deram ao clube como jogadores, principalmente noutros tempos, ou o seu vitorianismo mas sim a realidade de uma instituição como o Vitória.
Temos de pensar, de uma vez por todas, que não somos um clube para jogadores em final de carreira, com o devido respeito, mas sim um clube virado para o futuro, apostando nos jovens valores para depois poder colher os “frutos” tanto no plano desportivo como financeiro.

Provavelmente irei ser “crucificado” por estar a escrever isto, mas não há volta a dar-lhe, se quisermos ser um clube moderno e evoluído, temos de apostar naqueles que nos garantam o futuro e não no passado.

Terça-feira, Maio 15, 2012

Nilson vai continuar de Rei ao peito

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Felizmente, ao contrário do que chegou a ser veiculado por alguma imprensa, Nilson vai continuar a vestir de Rei ao peito. O guarda-redes do Vitória tem mais um ano de contrato, pelo que deverá cumprir na integra a sua ligação ao clube. Notícia Rádio Fundação aqui.

Notas Vitorianas

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1. Regularização salarial. Percebia-se, ainda que por vezes as campanhas eleitorais induzam em erro, que não haveria qualquer "milagre" que possibilitasse uma regularização imediata dos ordenados de jogadores (das várias modalidades) e treinadores. Felizmente, tem sido feito um esforço tremendo pela direcção eleita para regularizar esta situação e pôr ordem a uma casa que foi deixada em completo abandono por quem saiu. Os sinais são, para já, bem positivos.

2. Afastamento da Liga Europa. Estou muito longe de considerar, como o fez o ex-jogador Laureta em declarações ao jornal OJOGO na semana anterior, este afastamento ridículo. Creio que seria mesmo impossível evitar este afastamento e a responsabilidade é fácil de perceber de quem é. É, obviamente, uma decisão que todos os vitorianos lamentarão, mas creio que o Vitória tem agora assuntos mais importantes para resolver e, arrumar a casa, possibilitando a inscrição da equipa no campeonato e regularizar todas as dívidas do clube, ou seja, viabilizar o Vitória, deverá ser a nossa real preocupação. Só desse modo, poderemos regressar em força às competições europeias. Não apenas para ir. Mas com o objectivo de fazer uma boa campanha.

3. Flávio Meireles. É o novo director para o futebol profissional, e foi, pelo menos para mim, uma escolha surpreendente. Flávio é, sem qualquer dúvida um vitoriano e cuja capacidade de liderança e influência no balneário o tornam um elemento importante na estrutura do clube, como aliás aqui defendi no momento em que deu por terminada a sua carreira. Contudo, tenho dúvidas que para o lugar específico, acrescente muito quer ao estilo, quer ao trabalho que era desenvolvido por José Pereira. Provavelmente, estaremos a falar de uma decisão também muito motivada pelas dificuldades financeiras do clube, mas parece-me que o Vitória teria mais a ganhar com uma aposta mais arrojada. Seja como for, ficam os desejos de boa sorte para Flávio Meireles nesta nova fase da vida!

4. Nova temporada. Vão sendo dados sinais bem positivos relativamente àquilo que poderá ser o Vitória 2012/13. As rescisões com Molina e Pedro Mendes, a aposta nos jovens jogadores que estiveram emprestados e que tão boa conta de si deram, deixam evidente que o Vitória apresentará um orçamento mais baixo e mais rigoroso e começará assim a construir o futuro, ou talvez seja melhor dizer, começará a reconstruir o clube. Ambição, mas com rigor.

5. Moreirense. A subida à 1ª liga, tornando Guimarães, o 3º concelho do país com 2 equipas no escalão principal, é uma boa notícia para a Cidade Berço. Ficam por isso, os parabéns ao Moreirense por esta subida de divisão.

6. Custódio. O tempo veio dar-me razão, infelizmente.

Segunda-feira, Maio 14, 2012

Obrigado, Pedro!

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Pedro Mendes rescindiu contrato com o Vitória e terminará, ao que tudo indica, a sua carreira de futebolista profissional. Será a despedida de um dos jogadores mais talentosos que passou pelo Vitória, um vimaranense e vitoriano a quem todos nós estaremos certamente agradecidos por tudo o que deu ao nosso clube, e pela forma como nunca o esqueceu nos grandes momentos da sua carreira.

Depois de uma carreira recheada de êxitos em Portugal e em Inglaterra, Pedro Mendes despede-se, pela segunda vez, do Vitória, depois de ter regressado no início desta temporada. E, para os profissionais como o Pedro, as portas do Vitória terão de estar sempre abertas para um possível regresso seja no lugar que for, porque o Vitória também se constrói com quem o ama e quem o sente como nós!

Neste momento de despedida de um dos nossos, resta dizer-nos, obrigado Pedro!

p.s. A confirmar-se o fim da carreira, o Vitória deve-lhe uma despedida com o estádio cheio para o homenagear.