Defeso antecipado

Nada que seja de espantar. Não me refiro ao eventual interesse do Benfica em Desmarets, mas antes às óbvias notícias especulativas ou não, que vão começar a surgir nas actuais circunstâncias. Ou seja, num quadro com vários jogadores que terminam o vínculo em 2010 e que, a partir de Janeiro, podem assinar com qualquer clube. Esta é a de hoje e coloca Desmarets na rota do Benfica, já depois de no passado mês de Setembro, Sereno ter sido dado como certo no Porto. A verdade é que nunca se deveria ter deixado unidades fulcrais tão livres até esta altura. Agora, já não será tarde para renovar?

Números


Sem que sirva para desculpar más classificações ou sequer más exibições, a verdade é que sistematicamente e, em caso de dúvida, as decisões das equipas de arbitragem têm sido, contra o Vitória. Só esta temporada já foram vários os casos em que se reclamou grande penalidade e nenhuma foi assinalada, casos por exemplo dos jogos com Leixões, Sporting e Sp. Braga. Aliás, o Vitória é uma de três equipas que ainda não lhe viu assinalado qualquer penalti conjuntamente com Olhanense e Belenenses, numa "tabela" liderada pelo Benfica com 7 assinalados.

Em contrapartida, só esta época, já foram assinaladas contra o Vitória, qualquer coisa, como 5 grandes penalidades (Benfica, Leixões, Nacional (2) e Académica) e que, mesmo que não se discutam, em sentido contrário seriam certamente consideradas duvidosas e provavelmente não assinaladas.

Acrescente-se que, nas últimas três temporadas, o Vitória apenas beneficiou de uma grande penalidade (ndr. Leixões) convertida por Nuno Assis a época passada, e viu assinalados contra si 7 castigos máximos.

GUIMARÃES JAZZ 2009 - CENTRO CULTURAL VILA FLOR

Capitão renova

Era talvez o dossier mais fácil, de entre todos aqueles que a direcção vitoriana terá nas mãos no que se refere a renovações. Flávio Meireles renovou o seu contrato por mais uma temporada (até 2011), altura em que poderá terminar a sua carreira.

QUANDO QUEREMOS, SOMOS UNICOS

Foi dos jogos de futebol mais vibrantes da Liga Sagres, tudo devido ao frenético apoio dos adeptos do Vitória, que quando querem, sabem tirar partido do factor casa e dar aquela ajuda extra para dentro do rectângulo do jogo. Apetecem-se dizer que quando queremos, sabemos ser únicos. Únicos no comportamento cívico e únicos no apoio ao Vitória. Sentiu-se isso no estádio D. Afonso Henriques no passado sábado e foi perfeitamente audível a quem viu também o jogo pela televisão, jogo que já tive oportunidade de rever. Toda esta fantástica sonoridade resultou num extraordinário apoio à equipa. Não fossem as bonitas coreografias dos White Angels, Insane Guys e grupos da nascente, as claques Vitorianas quase passaram despercebidas, facto que resultou pelo apoio constante de todos os adeptos Vitorianos e por estes terem constituído (neste jogo) uma só claque, uma claque de 17.000 adeptos. E que dizer das vaias à equipa adversária, que originaram num factor bastante incómodo para os jogadores do Braga? Até esses minutos de apupos constantes resultaram e contribuíram para o tal ambiente infernal que as equipas adversárias dispensam bem e fez de todos nós uma vez mais únicos.









PORQUÊ ??


E de repente, quando faltavam aí 20 minutos para o final do jogo Vitória – Braga, alguns sócios da bancada nascente inferior foram literalmente impedidos de continuar a ver o espectáculo, que até estava a ser apetecível. Tudo porque uns senhores estranhos aos sócios do Vitória, entraram bancada dentro, com cara de poucos amigos e munidos de bastões (e todo o armamento inerente de quem vai para uma guerra) colocaram-se de pé mesmo em frente aos sócios do Vitória que estavam civicamente sentados. Estes senhores, não sendo sócios do Vitória, nem tendo entrado com bilhete de acompanhante, conseguiram exaltar os ânimos de quem ali estava e alguns temerem pela sua integridade física, a ver pela postura e ar ameaçador com que entraram na bancada nascente. Ainda cheguei a pensar que tinha começado a guerra, ou, talvez os adeptos Vitorianos se estivessem a exceder no apoio ao Vitória, ou seria por estarmos a vaiar demasiadamente a equipa adversária sempre que esta tinha a posse da bola? Em súmula, não encontro razão absolutamente nenhuma para aquele aparatoso desfile de armamento, numa bancada onde não houve sarilhos e os sócios ali presentes só lá estava para ver e apoiar o clube. Numa bancada (tal como na poente e na sul) onde se encontravam centenas de crianças, que pagaram lugar anual e cotas ao clube e não estão para se sujeitarem às intimidações e consequentes provocações vindas de quem não o devia fazer. Que queriam estes senhores? Resposta provocatória (na mesma moeda) por parte dos sócios do Vitória? Foi o que me pareceu. Interrogo-me se os jogos ditos de alto risco o são devido às claques ou ao excesso de zelo das forças policiais?
Revoltados, os sócios protestaram, quer pela presença incomodativa e desnecessária desses senhores, quer pelas razões já apontadas (a falta de visão para o rectângulo de jogo), mas de nada adiantou, as paredes continuavam de forma provocatória a incomodar quem estava, civicamente e pacificamente a assistir ao jogo. Só depois de muita contestação resolveram recolher para o interior da bancada nascente.
Sem que nada o justificasse, o que é certo é que estes senhores barraram complemente a visão aos associados que queriam continuar a assistir ao desenrolar do jogo.
As forças policiais devem ter um papel importante na segurança dos jogos, nomeadamente em jogos de risco, mas vê-los entrar numa bancada onde se sabe só lá estavam Vitorianos é no mínimo estranho. Mais pareceu que a ideia seria encurralar uma determinada zona de associados, desconhecemos ao certo com que finalidade. Felizmente tudo não passou de uma ameaça, e os minutos que ficamos sem visibilidade para o relvado foi compensado com uma vitória saborosíssima do Vitória ante o seu rival de sempre.
Estes jogos deviam ser encarados como uma festa e nunca como uma guerra.

Golo do Vitória em relato

Como habitualmente, aqui fica o relato do golo do Vitória aos microfones da Rádio Fundação. O grande golo de Desmarets que deu o triunfo diante do Braga, no passado Sábado.

Golo do Vitória - Desmarets [download]

Notas Vitorianas

1. Depois do triunfo no Troféu António Pratas, o Vitória entrou a perder na Liga de Basquetebol. Na difícil deslocação a Ovar, a equipa vitoriana esteve a perder ao intervalo por 38-33 mas foi capaz de dar a volta ao resultado no 3º período. Contudo e já no último período, o Vitória não conseguiu evitar a reviravolta da Ovarense, perdendo por 89-78.

2. O Vitória regressou aos triunfos no Nacional A1 de Voleibol frente ao Caldas (0-3, com os parciais de 14-25, 22-25 e 18-25) e beneficiou também do triunfo do Sp. Espinho no terreno do Benfica (2-3) para se voltar a colar à liderança. Nesta altura, Benfica, Vitória e Sp. Espinho lideram o campeonato com os mesmos pontos. No próximo fim-de-semana há jornada dupla com o Vitória a receber o Machico no Sábado e a deslocar-se a Matosinhos no Domingo.

3. Fim-de-semana positivo para a formação vitoriana. Os juvenis golearam o Varzim por 5-0 e subiram ao 2º lugar, a dois pontos do Padroense, enquanto que os iniciados apesar de terem perdido os primeiros pontos no campeonato, não comprometerem aspirações ao empatar 0-0 em Braga, mantendo assim a liderança isolada do campeonato.

4. Mau início de campeonato do Pólo Aquático vitoriano. A equipa do Vitória voltou a perder, desta feita em Loulé por 19-11. São já três derrotas em outras tantas jornadas.

O Motorista da/o Vitória

Vitória 1-0 Sp. Braga (Desmarets)


Em tempos em que o "autocarro" do Vitória não se consegue manter a uma velocidade desejável, sem demasiadas curvas ou recuos e com vários problemas de motor, nada melhor do que ter um motorista com alguma experiência para determinadas viagens de risco. O Vitória hoje teve. Desmarets, puxou dos galões e da experiência nos autocarros que o amadorismo em França o botou e conduziu na perfeição o Vitória desta noite.

O tal Vitória que, tal como afirma Paulo Sérgio, é de duas caras e que hoje esteve bem mais próximo daquele que encantou frente a Benfica e Sporting do que daquele que envergonhou na larga maioria dos jogos esta temporada. Síndrome dos jogos mediáticos? Predilecção especial de jogadores em final de contrato? Ou apenas coincidência?

A verdade é que a primeira parte do Vitória voltou a ser de excelente nível. Sempre com Desmarets a empurrar a equipa e com um caudal ofensivo de impor respeito, o Vitória sufocou os arsenalistas e apenas se tem de lamentar pelo facto de ter concretizado apenas uma das quatro ocasiões de golo que teve em praticamente meia hora. Foi, sem dúvida, um Vitória demasiado forte que terá surpreendido o Braga. O golo de Desmarets - pela sua excelência - foi a cereja ideal num bolo de fabrico requintado.

Mas talvez seja justo, ainda antes das "críticas" elogiar o treinador vitoriano. Talvez agrade pouco a ideia de, com dois defesas esquerdos no plantel, se optar por adaptações mas, ainda assim, a de hoje foi feliz. Com Sereno na esquerda, o Vitória ganhou segurança defensiva e ganhou igualmente quem fechasse ao centro, diante de um Braga que se sabia jogar com dois avançados. Excelente opção. No restante da equipa, nenhuma alteração surpreendente.

Mas voltando ao jogo. Claro que era previsível que, uma vez mais, o Vitória não fosse capaz de manter o ritmo que imprimiu no primeiro tempo. Contudo, era pouco desejável que, para além de não o manter, fosse capaz de o baixar de forma tão abrupta. Na etapa complementar, o Vitória cedo concedeu o controlo do jogo ao Braga e, mais do que isso, foi recuando as suas linhas e com isso convidando o Braga a atacar. Se os de Braga conseguiram grandes ocasiões de golo? Não, de facto não. Mas ainda assim, o Vitória sujeitou-se a um "sofrimento" desnecessário.

Mais ainda, quando teve em jogo um árbitro sempre desejoso de inclinar o campo, com um critério disciplinar disparatado e que foi amarelando unidades fulcrais na estratégia do Vitória (Flávio, Sereno, Moreno e Nuno Assis) e perdoando vários cartões aos homens de Braga. Chegou a ser vergonhosa a forma como Duarte Gomes fez vista grossa a situações passíveis de acção disciplinar para os bracarenses (Paulo César e Hugo Viana, por exemplo). E há ainda uma mão na área do Braga a pedir segunda análise...

Porém, e além da diminuição de ritmo da equipa e da "inclinação" do campo potenciada por Duarte Gomes, também é justo dizer que o treinador do Vitória não foi lesto a mexer na equipa. Percebia-se que o Vitória tinha várias unidades em sub-rendimento, outras amareladas mas, nem por isso, Paulo Sérgio foi rápido a mexer no onze e a dar um sinal claro para a equipa acordar.

O que é certo, é que mesmo com alguns destes aspectos, o Braga nunca foi capaz de criar verdadeiras situações de perigo e até foi o Vitória que, em ataques rápidos, esteve perto de marcar. Se um curto resumo do jogo se quisesse fazer, bem se poderia dizer que na primeira parte o Vitória foi muito melhor do que o Braga e, na etapa complementar, o Braga terá sido apenas melhor do que o Vitória, mesmo que tenha ficado evidente a diferença entre um Braga que não foi capaz de responder ao poderio avassalador do Vitória e um Vitória que deu, claramente, o controlo do jogo aos visitantes.

Em suma, triunfo inteiramente justo do Vitória diante do Braga e que poderia até ter sido traduzido noutros números caso o Vitória tivesse aproveitado melhor as ocasiões de golo do primeiro tempo. Espera-se é que o Vitória se apresente, nos próximos jogos, definitivamente com a "cara" de hoje e assim seja capaz de subir na tabela. O próximo jogo do campeonato é em Olhão, mas pelo meio há ainda Setúbal (Taça da Liga) e Benfica (Taça de Portugal).

+

Desmarets - Que jogo! Capacidade física impressionante e um golo extraordinário, de primeira, depois de um cruzamento de Nuno Assis. Parece um jogador talhado para estar em fim de contrato. A verdade é que hoje jogou e fez jogar, quer em termos defensivos, quer em termos ofensivos. Veja o golo, aqui.

Targino - As virtudes e os defeitos que lhe são conhecidos. Em velocidade ninguém o consegue parar e é um agitador de jogo por excelência. O problema está mesmo no último passe, no cruzamento ou no remate. A verdade é que, mesmo com algumas lacunas, consegue ser dos mais irreverentes e também por isso dos mais incómodos para o adversário.

Sereno - Muito importante na manobra defensiva da equipa. Quer a anular o lado direito do Braga, quer na "presença" de área que deu sempre que foi chamado a fechar ao centro. Uma aposta feliz de Paulo Sérgio.

Público - 17751 espectadores e um apoio determinante no triunfo desta noite.

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Vitória na 2ª parte - E aqui englobo a diferença abismal de ritmo de uma parte para a outra, o recuo no terreno cedo demais e alguma apatia de Paulo Sérgio na altura de mexer na equipa. Hoje não comprometeu mas...

Fotoreportagem

















Passatempo VIMARANES/Vira-Bar

Foram vários os leitores que vaticinaram o resultado certo do jogo entre Vitória e Sp. Braga (1-0) mas apenas um deles acertou em cheio no marcador do golo, Desmarets. O grande vencedor do nosso passatempo desta semana é então o leitor João Leite, a quem desde já endereçamos os nossos parabéns.

Nota: O vencedor deverá entrar em contacto com os administradores do blogue através do endereço de email (ovimaranes@gmail.com).

"PELO VITÓRIA SEMPRE"



Ganhar, ganhar e ganhar!

VITÓRIA vs SP. BRAGA (Hoje, 21.15h)


Muita coisa poderia ser dita. Sobre o actual estado das duas equipas, sobre a rivalidade, sobre os treinadores, jogadores ou até adeptos. Até mesmo sobre as ambições de cada uma delas. Mas tudo é sobejamente conhecido. Por isso, hoje fico-me por dois desejos. O de ver o Estádio D. Afonso Henriques transformado num verdadeiro "Inferno Branco", ciente das dificuldades mas também da importância que terá o apoio neste jogo. O segundo desejo é que a equipa esteja ao nível da ambição dos seus associados, dos pergaminhos do clube e da importância do encontro. Se os dois factores forem conjugados, e se Duarte Gomes não pretender estragar o espectáculo, estou convencido que o Vitória vencerá a partida. Um jogo em que volta a ser obrigatório ganhar, não por se tratar de um derby mas porque há três pontos em jogo e que fazem muita falta.

As incidências do jogo poderão ser seguidas, como habitualmente, pelo twitter do VIMARANES.

Força Vitória!

PASSATEMPO - VIMARANES / VIRA BAR


Apesar dos maus resultados e do modesto lugar que o Vitória ocupa na classificação da Liga Sagres 09/10, voltamos a lançar o habitual passatempo dos fins-de-semana, uma forma de sondar os níveis de confiança dos Vitorianos relativamente à equipa, ou um modo diferente de incentivar e transmitir confiança ao Vitória, dado que na maior parte das vezes os prognósticos dos nossos leitores vão no sentido de pressagiar a vitória do Vitória.
Sábado no D. Afonso Henriques o Vitória Sport Clube recebe o seu eterno rival, o Sporting de Braga no sempre apetecido derby do Minho. Para o Vitória, este não deve ser apenas um jogo diferente para melhor, este tem que ser melhor em todos os aspectos e onde só a vitória interessa, por isso exige-se ao Vitória mais atitude no relvado, mas não só, nas bancadas também. Estou certo que o apoio não vai faltar (como nunca faltou).

O passatempo está aberto, solicitamos aos nossos leitores que deixem não só o prognóstico relativo ao jogo, como os marcadores dos golos do Vitória e do Braga. Não se esqueçam de deixar o primeiro e último nome de cada participante.
O feliz vencedor será brindado com um bom jantar (à sua escolha) no RESTAURANTE / CERVEJARIA VIRA BAR.
Dados os maus resultados do Vitória ultimamente, não temos realizado os jantares com os vencedores dos passatempos anteriores, que são realizados habitualmente com a presença dos jogadores da equipa. Esperamos na próxima semana levar a efeito os jantares atrasados.

Participem e boa sorte!


3ª EDIÇÃO DA REVISTA VEDUTA, HOJE NO C.C.V.F.


Entrevista de João Cardoso

O vice-presidente para a área financeira, João Cardoso, "explicou" hoje em entrevista à Rádio Santiago o relatório e contas que será apresentado amanhã em Assembleia-Geral. De tudo o que foi dito destacaria algumas passagens.

João Cardoso afirma que não se recandidatará, mesmo que Emílio Macedo o faça, que o passivo se manterá em valores idênticos até final do mandato, não havendo por isso a descida significativa prometida pelo actual presidente em campanha eleitoral e que a venda de Geromel teve, obviamente, um enorme peso na descida do passivo apresentado.

O vice-presidente vitoriano deixa ainda bem aberta a porta à venda de jogadores em Janeiro, além de admitir que o futuro do Vitória terá de passar por uma gestão profissional. João Cardoso assume, ainda, que foi um erro alterar o modelo de gestão das modalidades amadoras, centralizando as suas receitas, considerando também que as mesmas deverão ser, na sua opinião, estritamente amadoras e auto-suficientes. Para ouvir, aqui.

Frases

Aquela decisão foi absolutamente inacreditável. Foi uma das piores decisões a que assisti durante a minha carreira. [Sir Alex Fergusson]
Esta foi a declaração do treinador do Manchester sobre uma decisão de Olegário Benquerença no jogo da Champions entre os ingleses e o CSKA Moscovo. É caso para dizer: como te compreendemos Alex...

Opinião de... Samuel Silva

As contas da AG de amanhã

Um vitoriano tem sempre esperança e a exibição contra o Sporting até ajudou. E por isso pensei que o jogo frente à Académica serviria para voltar a embalar o clube para uma boa época. Não foi. Aliás, foi uma partida pródiga em pecados velhos. Os mesmos vícios que minaram o arranque da época.

E isto, racionalmente, não me espanta. Tal com dizia no último texto que assinei aqui no VIMARANES. O problema do Vitória é estrutural e a leitura que fiz do Relatório e Contas do clube confirma isso mesmo. Estamos a ser mal geridos. De forma desajeitada e sem uma linha orientadora.

Não sou o primeiro a afirmá-lo. O que a direcção apresenta como um sucesso é afinal de contas um logro. O resultado positivo é de pouco menos de um milhão de euros, conseguido à custa de receitas extraordinárias. Desde logo a venda de Geromel, feita por valores baixos e ainda não totalmente demonstrados.

É claro que um clube como o Vitória tem que vender. Mas não pode ter nesse o único instrumento para uma gestão equilibrada. E a do clube não tem sido. Há custos que saltam à vista, especialmente nas compras. Gregory afinal custou um quarto de milhão. E pagamos 120 mil euros por um lateral que jogava no terceiro escalão, mais um dinheirão absurdo por um avançado que nem no Serzedelo jogava a titular.

E isto, quaisquer que sejam as voltas que nos queiram dar, não é boa gestão. Os investimentos não têm critério, como provam os três avançados a serem pagos no exercício em análise.

Como não pode ser considerada boa gestão o facto de os custos orçamentados terem derrapado 1,5 milhões num ano. A justificação é a de que houve um acréscimo dos custos com pessoal, mas isso era expectável. Bastava tê-lo perspectivado nos documentos.

Um vitoriano tem esperança e eu espero ver estas e outras questões esclarecidas na AG. Ainda que, racionalmente, não me espante se a direcção voltar a esquivar-se às respostas. A dúvida será desfeita na próxima sexta-feira já para lá da data prometida. E dois meses depois da jogada de cintura de Pedro Xavier a evitar a reunião extraordinária pedida por um abaixo-assinado. É tempo demasiado para se deixar os vitorianos sem respostas. Tal como dizia nessa altura, a reunião devia ter sido realizada.

Post scriptum – no texto em que direcção do Vitória apresenta as contas no último jornal do clube há um trocadilho à volta do dito popular “o único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”. Os directores do Vitória asseguram: “Daí que tenhamos colocado o dicionário na prateleira”. Quem ouve Emílio Macedo falar já tinha percebido que não era amigo dos dicionários. Para vergonha nossa.


Por Samuel Silva
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